É com muitas lágrimas (de crocodila) que informo a todos os meus três ou quatro leitores que este Bloguette acabou. Não tem mais não. Querendo rir, peçam piadas emprestadas pra vizinha. Foram quatro anos de postagens loucas e sem noção, com as quais me diverti um bocado, escrevendo tantas abobrinhas aqui, mas agora já deu. Um beijão para todos. Fui.
Terça-feira, Julho 20, 2010
É com muitas lágrimas (de crocodila) que informo a todos os meus três ou quatro leitores que este Bloguette acabou. Não tem mais não. Querendo rir, peçam piadas emprestadas pra vizinha. Foram quatro anos de postagens loucas e sem noção, com as quais me diverti um bocado, escrevendo tantas abobrinhas aqui, mas agora já deu. Um beijão para todos. Fui.
Terça-feira, Julho 13, 2010
Caixinha de Sugestões
Celulares são os novos radinhos de pilha. Tem sempre alguma pobre alma num ônibus, fazendo soar em alto e péssimo som um pornoforró endiabrado enquanto ao lado uma alma perdida e desamparada faz tocar um dance vagal e dois passos adiante outra alma aflita e vazia usa seu singelo aparelhinho para ouvir um gospel chato...
PQP...!
Singela sugestão desta blogueira a todos que usam o celular como radinho dentro de coletivos lotados: encarem o vibracall do celular como um vibrador improvisado e enfiem, até rasgar.
Celulares são os novos radinhos de pilha. Tem sempre alguma pobre alma num ônibus, fazendo soar em alto e péssimo som um pornoforró endiabrado enquanto ao lado uma alma perdida e desamparada faz tocar um dance vagal e dois passos adiante outra alma aflita e vazia usa seu singelo aparelhinho para ouvir um gospel chato...
PQP...!
Singela sugestão desta blogueira a todos que usam o celular como radinho dentro de coletivos lotados: encarem o vibracall do celular como um vibrador improvisado e enfiem, até rasgar.
Quinta-feira, Junho 24, 2010
Banalidades
Hannah Arendt imortalizou-se escrevendo sobre a "banalidade do mal", ao analisar o julgamento de Eichmann em Jerusalém. E eu poderia ter meus quinze minutos de fama (Warhol rules) caso escrevesse sobre a "banalidade do mau jornalismo" aqui no Maranhão. Nossos periódicos, jornalistas e editores estão cada vez mais analfabestas. Ler uma página inteira de O Imparcial, por exemplo, equivale a um curso prático de esquecimento da língua. Noções primárias de concordância verbal ou nominal, uso de pronomes e outras regras simples devem ser um tabu nas redações atuais, e o resultado são matérias e reportagens em que não se diz coisa com coisa, das quais eu saio com os dedos sujos de tinta, mas sem entender sequer o que estava sendo noticiado. Oscar Wilde foi considerado um gênio irônico por dizer, entre outras verdades, que a diferença entre literatura e jornalismo era que a literatura "ninguém mais lia", enquanto o jornalismo era "ilegível".
Hannah Arendt imortalizou-se escrevendo sobre a "banalidade do mal", ao analisar o julgamento de Eichmann em Jerusalém. E eu poderia ter meus quinze minutos de fama (Warhol rules) caso escrevesse sobre a "banalidade do mau jornalismo" aqui no Maranhão. Nossos periódicos, jornalistas e editores estão cada vez mais analfabestas. Ler uma página inteira de O Imparcial, por exemplo, equivale a um curso prático de esquecimento da língua. Noções primárias de concordância verbal ou nominal, uso de pronomes e outras regras simples devem ser um tabu nas redações atuais, e o resultado são matérias e reportagens em que não se diz coisa com coisa, das quais eu saio com os dedos sujos de tinta, mas sem entender sequer o que estava sendo noticiado. Oscar Wilde foi considerado um gênio irônico por dizer, entre outras verdades, que a diferença entre literatura e jornalismo era que a literatura "ninguém mais lia", enquanto o jornalismo era "ilegível".
Terça-feira, Junho 22, 2010
Resumo da Copa
Minha sugestão é menos singela que a campanha Cala Boca Galvão a campear no Twitter. Sequestrar uma vuvuzela e enfiar inteirinha no, digamos, mundo íntimo do Galvão Bueno. Radical, talvez, mas vamos avaliar a vantagem, seriam dois consideráveis barulhos a menos durante os jogos sul-africanos.
Minha sugestão é menos singela que a campanha Cala Boca Galvão a campear no Twitter. Sequestrar uma vuvuzela e enfiar inteirinha no, digamos, mundo íntimo do Galvão Bueno. Radical, talvez, mas vamos avaliar a vantagem, seriam dois consideráveis barulhos a menos durante os jogos sul-africanos.
Quarta-feira, Junho 02, 2010
Sorry, cambada!
Sim, estimados leitores. É verdade que esta blogueira que vos posta (a cada dia de São Nunca) anda completamente desaparecida de seu posto. É revoltante. Mas o que há de se fazer?
Ando trabalhando dobrado. E o meu (mau) humor vive oscilando mais que as pelancas do Faustão. Fica difícil assim atualizar esta pitomba.
Peço paciência a todos e infinitas desculpas. Voltaremos com novas programações em algum dia!
Sim, estimados leitores. É verdade que esta blogueira que vos posta (a cada dia de São Nunca) anda completamente desaparecida de seu posto. É revoltante. Mas o que há de se fazer?
Ando trabalhando dobrado. E o meu (mau) humor vive oscilando mais que as pelancas do Faustão. Fica difícil assim atualizar esta pitomba.
Peço paciência a todos e infinitas desculpas. Voltaremos com novas programações em algum dia!
Segunda-feira, Maio 17, 2010
Terça-feira, Maio 11, 2010
Notas sobre o cinematógrafo


- Apesar de toda a cabecice, adorei os truques de A Chinesa, do Godard;
- Dublê de Anjo, do Tarsem Singh, é o filme plasticamente mais belo que já contemplei nos últimos 35 anos;
- Ascensor Para o Cadafalso, de Louis Malle, vibra com a voz de Jeanne Moreau, rouquejante, ao telefone. Essa dica erótica é passada por Almodóvar em seu emocionante Abraços Partidos;
- O musical ainda vive e respira! Romance e Cigarros, de John Turturro, com seu repertório pop cantado e dançado pelos atores soberbos (Kate Winslet está especialmente hilária como uma ruiva vulgar) é tão inusitado quanto Across The Universe, reinterpretando o universo dos Beatles;
- O Castelo de Cagliostro, de Hayao Miyazaki, é um desenho lindo e divertidíssimo, sem recorrer aos bichinhos fofinhos falantes ou a outros clichês da Disney;
- Lancelot du Lac é o mais estranho, nu e cru dos filmes do mestre Robert Bresson. Tem um ator bem jovem (o filme é de 1974), com um dos rostos mais lindos que eu já vi na vida:
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