Antes & DepoisAntes
Depois
Obs: Filme de vampiro não é mais o mesmo. Antigamente era feito pra assustar ambos os sexos. Hoje serve pra estimular a ovulação das menininhas, embora vários rapazes também embarquem nessa onda com o fervor dos seus muitos hormônios em ebulição.
O sangue sugado, entretanto, virou água-com-sacarina-e-catchup, as velhas histórias de horror viraram historinhas romãnticas pra boy dormir. Amor, amor, amor. Tudo que vem com essa palavra serve para vender horrores, embora na aborrescência os acometidos de acne riam irônicos ou descrentes quando se fala em "amor". Ainda mais um amor casto, puritano, que discorda dos índices alarmantes de gravidez na adolescência. Romeu e Julieta, que eu me lembre, além das juras de amor, trocaram outras coisinhas no leito nupcial.
Nenhum desses vampiros, lobisomens, coisa-ruim ou o que seja quer saber de sexo nesses filmes. Meus bocejos. A caretice chegou ao vampirismo, que sempre simbolizou, no cinema clássico, justamente o oposto das convenções burguesas: a promessa de uma paixão proibida pela sociedade ou pelo menos a ameaça de uma doença venérea.
Tudo virou desfile de modas, de modelos. O vampiro boa-pinta serve como uma metáfora do consumo em massa dos shoppings. O aborrescente eternizado nas vitrinas das lojas. Sou de um tempo que se matava o vampiro com uma boa estaca no peito. Em que os mocinhos além de matar a cobra, mostravam o pau. Saudades do Empalador, de Bram Stoker. Minha Lua Nova é bem velhinha, meninas.
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